Jornalista Super James Jefferson estréia com suas baianidades...

Papo de Samba


Em princípio relutei devido ao lodaçal em que se encontra atualmente a atividade em nossa cidade, com a malversação na aplicação do dinheiro público, mas, como após a tempestade aguardamos a bonança, vamos lá!
Da mesma forma de Caixa-prego, a Bahia e os baianos são pródigos em criar nomes exóticos para denominar ruas, bairros, vilas e cidades, tais como Brega, Pau Miudo, Curva Grande, e muitos outros como ao que pretendo chegar, Maracangalha.

Distrito do município de São Sebastião do Passé, terra do Milton Roberto, dono do Restaurante Tia Maluca, Maracangalha serviu de inspiração para uma das músicas mais belas do cancioneiro popular brasileiro, a Dorival Caymmi, segundo às más línguas, após ouvir a história de seu amigo Zezinho, que tinha duas famílias e para visitar uma delas, falava para sua esposa que ia prá Maracangalha, à trabalho.
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Canalhices à parte, o chapéu de palha, o uniforme branco, de marinheiro, e o convite à Anália, apenas para a rima da composição, de nada serviu para alavancar a indústria do turismo do distrito, tampouco para o município de São Sebastião do Passé, inclusive porque Dorival nunca esteve por lá, e esta é mais uma prova evidente que o turismo deve ser tratado com mais seriedade e sobretudo, com responsabilidade.
Agradecendo, para encerrar o assunto, ao avanço da tecnologia advinda com a modernidade, sugiro o acesso a http://www.youtube.com/watch?v=fr9-2Wjy2RY , para o deleite de mais uma das pérolas da MPB deixadas pelo Caymmi para a eternidade.
James Jefferson *
Numa recente roda de conversa, na casa de amigos em São Pedro da Aldeia, sobre baianidades e lembranças da ilha de Itaparica, onde residi por algum tempo, fui solicitado a explicar sobre a vila de Caixa-prego. Um dos participantes, o ex-deputado Alair Correa, grande líder político da região, comentou que pensava que era um local fictício onde mandamos as pessoas com quem não queremos conviver civilizadamente: “Vai prá pqp, ou prá caixaprego” vem dar na mesma coisa, ele achava.

Pois bem, Caixa-prego existe e é um local bucólico, porreta, como dizemos, e ponto obrigatório para quem quer passar um dia agradável, bebendo uma cerveja gelada ou uma cachaça de rolha, acompanhadas com toda culinária baiana que Deus nos deu. Este episódio me leva a atender pedido da minha queridíssima amiga Telma Flora, de escrever sobre samba para contribuir com a sua excelente revista eletrônica, Visão La Flora.
Em princípio relutei devido ao lodaçal em que se encontra atualmente a atividade em nossa cidade, com a malversação na aplicação do dinheiro público, mas, como após a tempestade aguardamos a bonança, vamos lá!
Da mesma forma de Caixa-prego, a Bahia e os baianos são pródigos em criar nomes exóticos para denominar ruas, bairros, vilas e cidades, tais como Brega, Pau Miudo, Curva Grande, e muitos outros como ao que pretendo chegar, Maracangalha.
Distrito do município de São Sebastião do Passé, terra do Milton Roberto, dono do Restaurante Tia Maluca, Maracangalha serviu de inspiração para uma das músicas mais belas do cancioneiro popular brasileiro, a Dorival Caymmi, segundo às más línguas, após ouvir a história de seu amigo Zezinho, que tinha duas famílias e para visitar uma delas, falava para sua esposa que ia prá Maracangalha, à trabalho.
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Canalhices à parte, o chapéu de palha, o uniforme branco, de marinheiro, e o convite à Anália, apenas para a rima da composição, de nada serviu para alavancar a indústria do turismo do distrito, tampouco para o município de São Sebastião do Passé, inclusive porque Dorival nunca esteve por lá, e esta é mais uma prova evidente que o turismo deve ser tratado com mais seriedade e sobretudo, com responsabilidade.
Agradecendo, para encerrar o assunto, ao avanço da tecnologia advinda com a modernidade, sugiro o acesso a http://www.youtube.com/watch?
* James Jefferson
é fabricante de gaiola, bebedor de cachaça e tocador de violão
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